Aprende com esta miúda ... a Mónica, é levada da breca!
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
domingo, 10 de janeiro de 2010
A neve
Hoje nevou na minha terra.
O dia estava branco... quando o olhei através da vidraça. Ainda não nevava, embora já estivesse muito frio. Passados alguns minutos, pequenos flocos de neve passavam diante da minha janela e invadiam o meu jardim pousando em cima das árovores, dos troncos nús, na calçada, como pequenas borboletas brancas.
A pouco e pouco intensificou-se a caída da neve e o chão ficou coberto de um manto branco.
Então, quis sentir aqueles flocos nas minhas mãos, e tentei agarrá-los, mas, desfaziam-se, deixando apenas um frio húmido e gelado.
Lembrei-me do algodão doce que comia quando era criança sempre que havia feira na minha terra... também se desfazia rapidamente na boca, não dava tempo a saboreá-lo. É assim a neve, é como o algodão doce.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Trocadilhar
Era uma vez um livro
que, arrastado pelo vento,
saiu do seu lugar
ficando com as palavras
de pernas para o ar.
Entontecidas, passaram
a querer dizer
coisas que ninguém
queria perceber.
Saiu dos trilhos
e perdeu-se em trocadilhos.
Tornou-se o livro
de trocadilhar,
de cabeça para baixo
para nos baralhar,
sentidos às avessas
no seu jeito de brincar.
José Jorge Letria, O Livro
das Rimas traquinas, Terramar Ed.
que, arrastado pelo vento,
saiu do seu lugar
ficando com as palavras
de pernas para o ar.
Entontecidas, passaram
a querer dizer
coisas que ninguém
queria perceber.
Saiu dos trilhos
e perdeu-se em trocadilhos.
Tornou-se o livro
de trocadilhar,
de cabeça para baixo
para nos baralhar,
sentidos às avessas
no seu jeito de brincar.
José Jorge Letria, O Livro
das Rimas traquinas, Terramar Ed.
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